quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Segundo Triunvirato

Caio Júlio César Octaviano Augusto, Marco António e Marco Emílio Lépido fizeram entre si um acordo de paz, e no final de 43 a.C.,formaram o segundo triunvirato com o objectivo de governar as províncias romanas, o Senado reconheceu durante 5 anos este triunvirato.
Este triunvirato foi marcado pela repressão aos senadores,ao oponentes dos triunvirus,foram confiscadas enumeras propriedades.
Octávio e Marco António iniciaram uma campanha contra os lideres do assassinato de Júlio César,os republicanos Marco Bruto e Caio Longino,que culminou com o suicídio de ambos em 42 a.C. após a derrota na batalha dos Filipos(Macedónia).
Com o objectivo de recompensar as legiões ,Augusto confiscou as terras de 18 cidades italianas,o descontentamento resultante foi aproveitado pelos amigos de António.Octávio conquistou a Perugia em 40 a.C. ajudado pelo grande chefe militar Agripa,com esta conquista Octávio silenciou os seus adversários.
Em meados do ano 40 a.C. o controlo do império romano foi dividido entre os triunvirus através dos acordos de Brindisi.Octávio passou a controlar a maior parte das províncias ocidentais, Marco António as orientais e Lépido , a África. Marco António e Octávio que dispotavam o controlo de Itália , resolveram as suas diferenças e, para selar o acordo no ano de 37 a.C. Octávio entregou a sua irmã Octávia em matrimónio a Marco António.Instaurou-se um clima de paz e no mesmo ano o triunvirato foi renovado por mais cinco anos.
Restava agora o ultimo opositor importante do triunvirato, Sexto Pompeu filho de Cneu Pompeu Magno. No ano de 36 a.C. Augusto derrotou finalmente Pompeu em Naloque na Sicília e pouco tempo depois sem consultar António que estava ausente no Oriente a lutar contra os partos, Octávio afasta Lépido do poder deixando-lhe apenas a dignidade pontifícia.
Este triunvirato foi dissolvido por António ao devolver Octávia a Roma e desposou Cleópatra, a quem César tinha nomeado rainha do Egipto.
Marco António ao permanecer no Egipto ameaçou a posição de Octávio ,visto que era o único sucessor de César e a guerra tornou-se assim inevitável. As campanhas de orientais de António serviram de pretexto para que Octávio proclamasse a traição do adversário e a sua intenção de formar um reino independente de Roma. Esta declarou guerra ao Egipto e Octávio foi nomeado cônsul para combater António e Cleópatra, cujos exércitos foram vencidos na batalha de Áccio em 31 a.C.
Depois da derrota, o território do Egipto foi incorporado a Roma,no ano seguinte Marco António e Cleópatra suicidaram-se. Cesarión,filho de Cleópatra foi assassinado e no ano de 29 a a.C. Octávio volta para Roma triunfante como Senhor único do poder e recebeu, com o nome de Augusto no ano de 27 a.C.

Marco António
Lépido
Octávio

República: o papel do senado


A principal instituição de República romana era Senado, responsável pela direcção de toda política romana. Formado por patrícios, que ocupavam a função de forma vitalícia, o Senado era o responsável pela condução da política interna e da política externa.
Escolhia os magistrados, que eram cargos executivos. Os magistrados eram indicados anualmente e possuíam funções de natureza judiciária e executiva. A seguir as principais magistraturas de Roma:
-Consulado: magistratura mais importante, ocupado por dois militares. Um agia em Roma e outro fora de Roma. Em casos de extrema gravidade interna ou externa, esta magistratura - como de resto, as outras também - era substituída pela Ditadura ­uma magistratura legal com duração de seis meses.
-Tribunos da plebe: representantes da plebe junto ao Senado. Possuíam o poder de vetar as decisões do Senado que envolvessem os plebeus, assegurando assim seus direitos.
-Questor: responsável pela arrecadação de impostos.
-Pretor: encarregado da justiça civil.
-Censor: zelava pela moral pública ( a censura) e realizava a contagem da população ( o censo ).
-Edil: cuidava da manutenção pública -obras, festas, policiamento, abastecimento.
Para completar a organização política, restam as Assembleias que eram em número de três:
-Assembleia Centuriata: a mais importante da República. Responsável pela votação de todas as leis. Monopolizada pelos patrícios.
-Assembleia Tribunícia: composta pelas tribos de Roma. Aqui a votação era colectiva, pela tribo. O número de tribos de patrícios era maior do que de plebeus.
-Assembleia da Plebe: uma conquista dos plebeus. Tinha por finalidade escolher os tribunos da plebe.
As leis votadas nesta assembleia serão válidas a todos os cidadãos, trata-se do plesbicito.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Primeiro Triunvirato

Em 59 a.C., os três homens mais poderosos de Roma, Júlio César, Pompeu e Crasso, firmaram um acordo táctico denominado triunvirato (governo de três pessoas), para dividir o governo. A palavra triunvirato deriva de dois radicais do latim: trium- (três) e vir (homem).
Júlio César era um cônsul que fora eleito por volta de 50a.C, Pompeu foi um grande general, aclamado por suas conquistas e Crasso era reconhecido como o homem mais rico de Roma. Os motivos desta união era puro interesse, onde Pompeu precisava de terras para distribuir à suas Legiões veteranas de combate, Crasso queria apoio para uma guerra contra os Persas e Júlio César apoio para combater os Gauleses ao norte. De facto isto aconteceu, onde Júlio César conseguiu terras para as legiões veteranas, Pompeu incentivou a batalha de César contra os Gauleses e Crasso fora beneficiado judicialmente a partir de tudo isso.
Gaius Julius César parte para o combate contra os Gauleses e nisso, Pompeu e Crasso são eleitos Cônsules , o que proporciona um apoio e prolongamento do comando de César no norte da Gália e fundos para a guerra de Crasso contra o império Parto.
Em 53 a.C, a sobrinha de Gaius Julius César que era a esposa de Pompeu morre, enfraquecendo as relações entre os generais. Nesta época, Crasso é morto na batalha de Carras, contra o império Persa.

Na Gália, César tinha derrotado os Gauleses, capturando o líder gaulês, Vercingétorix, e avançado pelas florestas Germânicas até as ilhas Britânicas, aumentando consideravelmente as fronteiras Romanas.
Por sua vez, Pompeu, aliara-se as mais conservadores que temiam a ambição de César. As relações continuavam a piorar com o casamento de Pompeu com Cornélia Metélia ( filha de um inimigo de Julius César), o que levou ao início da Guerra Civil.
Quando Pompeu ordena que César regresse a Roma para ser julgado, este último reúne o apoio de suas legiões e marcha sobre Roma. " Alea Jacta Est!" ( Que os dados estejam lançados) palavras de César quando cruzou o rio Rubicão.
Os seus principais opositores fugiram para o sul da península Italiana e para a  Grécia, bem como a reorganização de Roma e dos seus exércitos depois das vitórias iniciais, Julius César parte para a Grécia onde o derrota na batalha de Dyrrhachium e novamente na batalha de Farsalo.
O primeiro triunvirato estava finalmente dissolvido, a república terminava e tornava-se agora em uma Ditadura comandada por Gaius Julius César, tendo como Magister equestris, Marco António.


Júlio César                                      Pompeu                                      Crasso                                          

A crise da República Romana

A crise da República Romana teve o inicio quando o Senado passou a ter o seu poder desafiado por alguns generais de alto poderio militar.
A partir de 238 a.C., Roma passou a ter províncias, sendo a primeira delas Córsega e Sardenha, seguida pela Sicília, em 241 a.C.
Além disso, o aumento do território e da duração temporal das guerras de conquista obrigou o senado romano a criar o pro-rogatio, que era a prorrogação do tempo do mandato do pro cônsul
ou do pró-pretor provincial, que era o funcionário da administração central incumbido encarregado de governar a nova província.
Com tudo isto o poder e a influência concentravam-se em alguns generais que desafiavam a tradicional classe senhorial.
Pode-se afirmar que um dos momentos mais críticos da República Romana até o primeiro triunvirato teria sido a ditadura de Lúcio Cornélio Sula, que chegou a marchar com seu exército sobre Roma. Desde o fim das Guerras Púnicas, o cargo de ditador romano havia sido abolido por ser considerado perigoso conceder a um único homem tanto poder. Porém, o cargo foi reintroduzido em 81 a.C. por Sula, no fim da guerra civil com a facção de Caio Mário.
Durante este período turbulento, floresceu um dos mais importantes filósofos e políticos de toda a História de Roma: Marco Túlio Cícero. Cícero foi um dos grandes defensores da República.
Além da reimplantação da ditadura em Roma, houve outros motivos para o colapso da República Romana, entre eles o fracasso dos irmãos Gracos ao tentar realizar uma reforma agrária; guerras civis e revoltas populares; movimentos separatistas e revoltas de escravos. A estrutura política da República era então inadequada ao Império.

República

A República Romana (do latim res publica, "coisa pública"), é o termo utilizado para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C.
Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado em um grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da península Itálica e mais tarde para todo o mar Mediterrâneo.
Durante a monarquia romana, Roma havia imposto o seu domínio no Lácio, conquistando Alba Longa e estendendo o seu território até a foz do rio Tibre.
No início do século V a.C., o objetivo fundamental da aristocracia romana era manter sua hegemonia na região do Lácio, o que preocupava as cidades etruscas.
Depois do fim da supremacia dos etruscos, na península Itálica em fins do período monárquico e início da República, as cidades latinas formaram uma liga contra Roma para fazer frente a suas pretensões expansionistas. Denominou-se Liga Latina.

A expansão fora do território da península Itálica teve início com as Guerras Púnicas contra Cartago, cidade-estado fenícia localizada no Norte da África, que por volta do século III a.C. dominava o comércio do Mediterrâneo.
Os conflitos entre Roma e Cartago iniciaram-se a partir da expansão romana pelo sul da península Itálica. O motivo da guerra foi o choque entre o expansionismo romano e o cartaginês.
As forças das duas potências eram bastante equilibradas, pois o poderio de ambas era sustentado por uma comunidade de cidadãos e um poderoso exército, apoiados por aliados em caso de guerra.
Nas três Guerras Púnicas (264 a 146 a.C.), os romanos venceram os cartagineses. Dominaram a Sicília, a Córsega e a Sardenha, além da península Ibérica, que foi totalmente submetida a Roma após a derrota dos celtiberos, habitantes da península, em 133 a.C. A Lusitânia foi conquistada em 140 a.C., quando os lusitanos, liderados pelo pastor Viriato (que foi morto à traição), foram vencidos pelas tropas romanas. Parte do Norte da África também foi subjugado pelos romanos, a partir da queda e destruição de Cartago, em 146 a.C. Todo o mediterrâneo ocidental passou para o domínio romano.
 Ruínas de Cartago
Expansão da República Romana até 146a.C. 


Da Monarquia à República

 Regnum Romanum é expressão em latim usada para descrever a fase que começou em 753 a.C.  e terminou em 509 a.C. com a queda do último rei Tarquínio.
O rei era eleito depois de uma escolha inicial do povo, esta escolha era feita através da assembleia curiata. Uma vez aceite o candidato era sujeita a uma cerimónia em que era mostrado ao povo que os deuses favoreceram a sua escolha, então a mesma assembleia, a curiata, entregaria através da aceitação de uma lei (Lex curiata de imperium), que era proposta pelo o futuro rei, uma vez aceite era entregue o o trono.
As instituições romanas desta época consistiam no senado romano e assembleia curiata.
O senado de Roma era uma espécie de conselho de anciãos, formado apenas pelas famílias mais importantes da cidade. Essas famílias faziam parte dos patrícios, ou seja, a aristocracia de Roma. Tem como função discutir e vetar as leis apresentadas.
A assembleia Curiata era composta pelos cidadãos. Cabia a assembleia aprovar o rei, declarar a guerra e afirmar a paz. Tinha ainda o poder de aprovar e rejeitar leis.
Depois da expulsão do último rei o Senado aboliu a monarquia e converteu Roma em uma república tendo como primeiros cônsules Lúcio Júnio Bruto e Lúcio Tarquínio Colatino, que acabaram por conquistar a maior parte do mediterrâneo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fundação da cidade de Roma

Segundo a Eneida, de Virgílio e Ab Urbe condita libri de Tito Lívio, Eneias, filho de Vénus, foge de Tróia depois da sua queda, nesta fuga, a mulher de Eneias desaparece, e este ruma assim a Itália, mas devido a uma tempestade vê-se obrigado a aportar em Cartago onde é recebido pela rainha Dido.
Depois de várias viagens pelo Mediterrâneo, Eneias, chega, como previsto pela sua mãe, a Lácio, onde o rei lhe ofereceu a mão de sua filha, contudo, Lavínia, tinha sido prometida ao rei dos Rútulos, Turno.
A disputa pela mão da princesa tornou-se numa guerra violenta, que só foi resolvida com o duelo até a morte entre Turno e Eneias. Este último saiu vencedor, casou, e fundou a cidade de Lavínio.
Quatrocentos anos mais tarde, os seus descendentes governam a Lácia, quando Numitor é deposto pelo seu irmão Amúlio, este temendo a descendência do rei, matou o seu sobrinho e condenou a sua sobrinha a castidade eterna. Reia Sílvia não cumpriu e para se desculpar, disse que tinha sido seduzida pelo Deus da guerra, Marte. Reia deu à luz os gémeos Rómulo e Remo.
Amúlio com receio que os gémeos o viessem a enfrentar e tomar o seu trono, prendeu Reia num calabouço e condenou à morte Rómulo e Remo, mas perante a falta de coragem do servo encarregado de suas mortes, este abandona-os no rio Tribe. Uma loba atraída pelo choro dos irmãos, os alimentou, até que um pastor os encontrou, levou-os para casa e os criou.
Anos mais tarde, os gémeos, voltam para onde tinham sido abandonados e resolvem fundar uma nova cidade.  Rômulo quer baptizá-la como Roma e construí-la sobre o Palatino, enquanto Remo deseja chamá-la de Remora e por sua vez construí-la sobre o Aventino.
Devido as desavenças entre os dois irmãos, Rómulo mata Remo, a versão mais notável é aquele que Remo escalou as muralhas recém construídas e Rómulo enraivecido exclamou: "Assim, de agora em diante, morra quem escalar os meus muros!"
Foi então, em 753 a.C., fundada a cidade de Roma



Fuga de Eneias de Tróia
  Loba que amamentou os gémeos, Rómulo e Remo